Caetano, 16 anos, gay e prostituto (Parte II)

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O carro era um HONDA HRV. Seu interior, assim como o do Ford Ká, era de couro, porém o que o diferenciava um do outro era a sua cor. Havia um cheiro forte de menta que eu não conseguia identificar se vinha de sua boca ou de algum produto que ele havia passado no carro.
Ele não dizia nada enquanto dirigia, mas percebi aos poucos que estávamos nos afastando da cidade. Pegamos uma estrada de terra, até que chegamos em uma rodovia movimentada por grandes caminhões, seguimos sentido São Paulo. No primeiro momento, acreditei que iríamos há um motel na beira da estrada, mas já havíamos passado o último motel próximo da cidade. Com um toque de leve na minha coxa, ele a aperta, dá de ombros e pergunta meu nome mas minto. Me ajeito um pouco no banco e afrouxo o cinto do meu pescoço. “Você está com medo? Calma, já estamos chegando. Aliás, meu nome é Claus.” – Ele tirou suas mãos de mim e a voltou para o volante. O rádio estava desligado e eu só conseguia ouvir o barulho do mundo lá fora, e do meu coração acelerado e com medo do que iria acontecer dali em diante.
Claus, apesar de possuir quase a mesma idade do senhor James, ele possui uma aparência bem mais jovem. Seus cabelos são poucos grisalhos, seu peitoral é rígido, e suas coxas  são grossas, consegui observar bem por entre aquele terno justo no qual seu corpo, deliciosamente esculpido, estava escondido. Seus lábios eram rosados, suas mãos eram finas e no dedo direito havia uma aliança de ouro, bem grossa. Ele só sorriu uma vez até chegarmos ao galpão e isso só aumentava ainda mais o meu medo. Ficamos quase 2h dentro do carro sem trocar uma só palavra.
Na entrada de Campinas viramos à esquerda, depois de horas no carro, voltamos para uma estrada de terra que era ainda mais difícil de andar, mas seu carro era potente, passamos rápido pelos obstáculos e chegamos em um galpão abandonado e bem sujo. Lá dentro haviam dois caras nos esperando. Um era gordo, porém jovem, vestia uma camiseta branca, uma calça jeans suja e uma botina. O outro era negro, alto, forte e vestia as mesmas roupas que o outro, pareciam que aquela roupa eram uniformes.
Os dois abrem o galpão e o fecham desaparecendo. Claus para o carro no meio do galpão que está cheio de feno, mas há um lugar, onde o sol entra pelo teto e é ali que estamos parados, estáticos e eu, ofegante. Olho para o lado e não consigo enxergar mais nada além de feno e galinhas. Delicadamente tira o seu cinto de segurança, sai do carro, e retira uma caixa no banco de trás, dá a volta e abre a porta para mim. Desço e fico observando a caixa em sua mão. “Calma, não precisa ficar com medo, isso aqui é pra gente brincar melhor.” – Ele termina a frase abrindo a caixa e de dentro retira um par de algemas e ao me ver afastar, segura meu braço direito me virando de costas e bato meu peitoral na porta do carro e uma dor se instala no meu peitoral.
Um arrependimento bate em meu peito, e fico me questionando, enquanto ele abaixa a minha calça, o porque de tudo isso. E o porque esse desejo em transar com desconhecidos em troca de dinheiro. Ele afasta minhas pernas, desabotoa minha calça abaixando-as até meu calcanhar, deixando-as presas em meus sapatos. Ele começou a morder o lado inferior da minha coxa até chegar na minha bunda. Senti um tapa forte e sua língua me adentrou, explorando cada cm daquela região onde ninguém nunca havia tocado. Não com a língua. Sentia espasmos de prazer e aos poucos soltei leves gemidos. Minhas mãos ainda estavam presas e meus movimentos limitados. “Fique aqui, já volto.” Ele me soltou e foi até o carro voltando com uma 38 na mão, na qual ele passa a língua no bocal, morde os lábios e vem com sede em minha direção com um sorriso malicioso no rosto. Sinto uma dor no estômago, minhas pernas ficam moles mas não é de tesão.
Ele tirou o terno, seus sapatos e quando consegui olhá-lo novamente, estava totalmente nu atrás de mim com sua arma na mão. Ordenou que eu abrisse a boca e colocou sua arma entre meus dentes e isso faz com que ele soltasse um gemido gutural enquanto se roçava em mim e lambia minhas orelhas. Ele engatilhou a arma, e fechei meus olhos com força e senti ele me penetrar com raiva. Soltei gemidos altos de dor, prazer e medo. Meus olhos se encheram d’água e por mais que aquilo me dava medo e desespero, a cada bombada eu gemia de prazer e quando percebi, estava mordendo os lábios e gostando da situação, ele deixou a arma em cima do teto do carro, esquecendo-a por alguns instantes. Consegui tirar meus sapatos, e tirei o resto da calça com meus pés. Ali estava eu com um desconhecido em lugar nenhum, fodendo dentro de um galpão, e provavelmente tendo o último momento de prazer da minha vida…
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