Caetano, 16 anos, gay e prostituto (Parte III)

Você pode ler esse texto ao som dessa música.
Cansado, ele jogou o corpo em cima do meu. Sua respiração estava ofegante e seus braços deslizavam pelas minhas costas com firmeza. Fiquei estático, paralisado, sem esboçar nenhuma reação aparente, mas por dentro eu estava um turbilhão de sentimentos e confusões. Ele saiu de dentro de mim e se afastou, voltou para perto da caixa e retirou uma chave na qual usando de poucos movimentos, destrancou as algemas e logo consegui me desvencilhar delas. Toquei meus pulsos com cuidado pois estavam doloridos e pude sentir as marcas das algemas nos meus pulsos e aquilo me excitou. Em nenhum momento consegui discernir o que era aquele sentimento. Ele me virou de frente, me beijou ardentemente e me pressionou contra o carro frio. O sol já estava indo embora e a escuridão começou a tomar conta do galpão. “Vamos embora, está tarde.” Disse ele pegando as caixas do chão e colocando no porta-malas. Subi minhas calças e fiquei com os braços cruzados esperando ele arrumar tudo. Ele entrou no carro e perguntou se eu não iria entrar, fiz que não com a cabeça e fiquei parado. Assim que o carro ligou as postas do galpão se abriram e pude enxergar a saída. O céu estava ficando cada vez mais escuro e já haviam estrelas no céu. Um dos capangas, o negro forte veio em minha direção e mordeu o lábio e por alguns segundos a imagem que acabara de acontecer veio em minha cabeça. Pude sentir cada estocadas que levei, cada gemido que soltei e sua arma na minha boca e arrepios tomam conta do meu corpo e um prazer se instala em mim. Acabei entrando no carro e quando estávamos saindo perguntei para onde iríamos e ele disse categoricamente, “Para onde você acha? Eu tenho família, e você vai para a sua”. Sua arma estava no banco de trás, seu paletó também, e o cheiro de menta voltou a emanar no carro. Ele segurava a minha coxa e a apertava com força, mordia os lábios e de vez em quando olhava meus olhos. Coloquei a mão esquerda para trás e alcancei a arma, a segurei em minhas mãos e sorrindo perguntei: “Eu fico bem segurando essa arma? Eu gostaria de poder usá-la.” “Claro que fica, mas toma cuidado pois ela está carregada, não queremos nenhum acidente.” Ele terminou a frase colocando a arma ao seu lado, na porta. Depois da longa viagem de volta para casa ele me deixou no shopping que por sinal já estava fechado, nós nos despedimos com um aperto de mão e eu desci, ao tocar meu bolso eu senti que havia volume estranho e ao retirar o que estava me incomodando haviam R$ 400 reais enrolados. Eu não consegui imaginar o momento em que ele possa ter colocado o dinheiro ali, mas sorri de orelha a orelha. Em um dia consegui R$ 550 reais. Andei até um posto de gasolina próximo, comprei 3 maços de Marlboro Lights e pedi um Uber que chegou rapido. Entrei no Cobalt preto, era senhora com uma expressão cansada nos olhos. Seus cabelos eran ondulados e pretos, vestia uma calça jeans e uma camiseta florida que combinavam com o interior colorido do carro. Com um sorriso alegre ela olhou no meu rosto e disse boa noite. Sorri de volta e quando abri minha mochila, havia uma arma calibre 38 dentro dela com um recado: “Use-a quando precisar, e não aceite troco, você é um homem que vale muito.” Dei uma gargalhada, a senhora olhou pelo retrovisor para ver o que estava acontecendo e então me aquietei. Cheguei em casa por volta das 23:35, acendi um cigarro na porta do meu prédio, dei alguns tragos e subi correndo. Meus pais não estavam em casa, o que me deixou ainda mais aliviado. Tomei um banho quente, me deitei na cama nu e liguei o aplicativo, o deixei aberto na cama e comecei a arrumar meu kit para o dia seguinte. Camisinhas, KY, um consolo e uma arma calibre 38 carregada. Coloquei tudo dentro da minha mochila. Peguei o celular e mudei o meu nome no aplicativo para “GAROTO NOVINHO GP.” Esta deitado olhando para tela tentando adivinhar quem seria o próximo contemplado e passando o dedo entre os rosto nos perfis encontrei um cara em potencial, fechei o aplicativo e coloquei o despertador para 7h da manhã. “MADURO DOTADO” acabou de assinar sua sentença de morte ao me dizer “Oi”, mal posso esperar.
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