Dois dedos na boceta era tudo o que eu precisava; era tudo o que eu tinha

Ela tinha os cabelos mais bonitos, preenchido com ondas que acompanham as do corpo. Fazia o estilo mulherão, daquelas que por mais que não faça o tipo de alguns, não deixa dúvidas sobre a sua beleza. Sua simetria era quase divina, se não fosse pelo bico do peito esquerdo milímetros menores do que o direito, eu até diria que ela tinha proporção áurea.

Em uma das minhas viagens, eu a tinha como acompanhante. Nas Ilhas Maldivas, talvez, ela desfilaria de maiô estampado atraindo os olhares até dos bichos. Parecia uma atriz global, feito Paolla Oliveira seminua em rede nacional. E, possivelmente, ela até seria. Tinha as unhas compridas, entretanto, muito bem-feitas, coloridas com um esmalte que tinha a cor nomeada de “Paixão”, que eu conhecia por causa de Brígida, a manicure do salão chique da cidade. Já a lingerie, ela dispensava. Gostava mesmo era de deixar a pele à mostra.

Paixão, eventualmente poderia ser paixão. Meus olhos percorriam as linhas de sua carne como os de uma leoa faminta atrás de alimento. Coragem, dizia o que eu julgava ser a minha consciência. As fotografias dela eram impecáveis, eu sempre gostava de apreciar. Aos meus olhos, pareciam nu artístico, mas, na realidade, não passavam de pornografia barata.

Com o polegar esquerdo, eu passava as suas fotos pela tela do meu iPhone de última geração. Com a mão direita, eu agradava o meu corpo nu pós banho na cama. Dois dedos na boceta era tudo o que eu precisava. E era tudo o que eu tinha. “Seu tempo de sessão expirou ou um login foi efetuado com seu usuário”, dizia o comunicado grosseiro na tela do meu aparelho. Esse era o meu limite. Outra vez.

“O boy gato da medicina acabou de interfonar, está te esperando lá embaixo”, esguelhou Sofia, a minha colega de apartamento. Com pressa, limpei minha mão na colcha da cama, vesti o meu vestido mais bonito e sai sem maquiagem, com urgência para não deixar Enzo esperando por muito tempo.

Ele me levou para jantar. Falava sobre as festas da faculdade e as meninas bonitas dais quais ele já havia beijado, colocando-me na lista. Fomos para um motel razoável na estrada da cidade. Transamos, uma foda rápida, na qual apenas ele gozou. Ao final, Enzo pediu para fazer fotos minhas sem roupa, dizendo que iria usá-las para se masturbar mais tarde.

Eu deixei. Posei nua como se fizesse aquilo todos os dias, como aquela mulher posara para mim minutos antes desse encontro banal.

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